O que fica dos barcos?

O ReFloat transforma barcos em fim de vida em escola, oficina e loja, nessa ordem.

Missão

Cuidamos da nossa costa localmente, ensinamos o que o oceano recebe, agimos diretamente sobre o que os barcos deixam para trás e contamos o impacto.

O que é

O ReFloat é um Laboratório Costeiro Aberto: uma oficina em formação para desmontar e estudar barcos em fim de vida ou abandonados e se reapropriar dos seus materiais, com as pessoas que vivem ao lado deles.

Precisa se pagar, ser bom para as pessoas e bom para a costa, as três coisas ao mesmo tempo.

Como um objeto percorre o ReFloat

Um barco que ainda navega continua navegando, antes de tudo.

Quatro pilares

  1. Desmontagem como plataforma de educaçãoEscolas vão poder visitar a oficina e ver de perto o que um barco deixa para trás. Cada barco desmontado vira um caso: sua história, seus materiais e para onde iriam seus resíduos. Aprende-se com cascos e peças de verdade, não com cartilhas.
  2. Reuso e reaproveitamentoEquipamentos testados voltam a ser vendidos como estão. Velas, lonas e equipamentos de segurança vencidos viram bolsas, capas e outros produtos.
  3. Aprender trabalhandoAprendizes afastados do mercado de trabalho aprendem na bancada, com supervisão: consertar, costurar, reaproveitar.
  4. Destinação responsávelUma só porta para o barco que chegou ao fim: as peças úteis ficam, o casco segue para um parceiro certificado e o dono recebe um certificado.

Como funciona

A oficina foi pensada para que quem compra mantenha a escola aberta. A receita deve vir da loja de peças testadas, dos produtos feitos de velas e lonas, das atividades com escolas e organizações, e das taxas pagas por donos, marinas e prefeituras pela retirada de barcos e pelo aproveitamento das peças. Quem aprende (alunos, professores, aprendizes e quem reforma barco com pouco dinheiro) nem sempre paga. O peso de cada fonte ainda não está definido.

O que contamos

A partir do zero: quilos que deixaram de virar lixo, peças reaproveitadas, produtos feitos, aprendizes colocados, barcos destinados com certificado, alunos que passaram pela oficina e casos publicados.

Onde começa

O ReFloat nasceu de uma conversa entre velejadores, em 10 de setembro de 2026, sobre o que acontece com os barcos de lazer no fim da vida.

Primeiro na Holanda, numa oficina comunitária de bairro em Amsterdã. Portugal e Brasil estão sendo estudados.

Situação

Fase inicial: um projeto contínuo de design social, construído de forma aberta. Conceito e plano de negócios rascunhados por volta de 10 de setembro de 2026.

Pensado para ser governado com a sua comunidade, para o bem comum. Forma jurídica a definir.